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Publicada em 17/08/16 as 14:36h - 154 visualizações
Famílias optam por fazer hortas nos quintais para reduzir gastos

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QUARTA, 17 AGOSTO 2016 14:37 RAÚL MASSINGUE  (Foto: radiopieia.org)
Custo de vida

Num contexto em que os produtos de primeira necessidade tendem a ficar mais caros, há quem já não precisa de gastar dinheiro para comprar hortícolas. É que algumas pessoas transformaram os seus quintais em hortas. Este é caso de Ernesto Macome, que vive no bairro de Albasine, arredores da cidade de Maputo. O jovem contou à nossa reportagem que tem duas paixões: construção civil - sua profissão - e a agricultura - uma herança familiar.

Encontramos Ernesto a cuidar da sua horta. Num pequeno espaço no seu quintal cultiva um pouco de tudo, desde tomate, cebola, alho, até mandioca. Conta que foi a carestia da vida que lhe fez optar por aquele caminho. "Quando a pessoa vai ao mercado comprar verdura, gasta mais do que quando investe em ter uma horta como esta", explicou, acrescentando que descobriu que, além de poupar dinheiro, pode tirar outras vantagens. "Ao invés de comprar um produto que pode estar há dez dias ou mais com o vendedor, com a horta tenho a vantagem de tirar o produto fresco e com nutrientes", disse, com sorriso no rosto.

Da mesma maneira que Ernesto, há mais vizinhos a cultivar. Dona Mariamo Mahanjane é outra apaixonada pelo plantio de verduras no quintal. Diz que mais do que paixão pelas plantas, está preocupada em reduzir gastos. No seu quintal, o verde das hortícolas chama atenção. "Eu faço estas hortas para economizar. Aqui, tenho couve, alface, cebola e outros produtos. Assim, já não preciso de comprar estes produtos. Aliás, esta atividade ajuda-me no negócio de venda de 'badjias'. Daqui tiro a cebola para  as confeccionar", destacou.

Ainda nas bandas de Albasine, encontrámos o senhor Armando Macamo, de 76 anos. Tal como Ernesto, foi mestre-de-obras, mas com a idade ganhou outras habilidades. O seu andar já é lento, porém, vigoroso. "Tenho muita força. Se não tivesse, como poderia viver", disse, quando questionado sobre onde arranjava tanta força para produzir. Ele dedica grande parte do seu tempo a cuidar da horta, sua fonte de sustento. "Esta produção é para a minha sobrevivência.Aqui tenho couve, feijão, alface, enfim, procuro fazer um pouco de tudo", disse.   

O senhor Macamo conta que tem filhos, mas ainda se sente com força para trabalhar. "Não quero sentir-me dependente dos meus filhos. Eles ajudam-me, mas ainda não estou velho para sentar à espera de esmola", explicou. E para minimizar os custos com a água, Armando construiu um poço para a irrigação da horta. Na periferia, as mudas, estrume e outros produtos são vendidos para os produtores de hortícolas.

 

Um exemplo de que é possível ter produção no prédio

Do subúrbio à cidade, encontramos um exemplo de que mesmo nos prédios é possível produzir. Regina Charumar é uma docente universitária que está há dois meses no centro da cidade de Maputo. porque de onde vem tinha uma horta, decidiu fazer uma na sua varanda. "Com um pacote de sementes que está entre 70 e 90 meticais posso ter alface para seis ou mais meses. Assim, se quisermos falar de recompensa, saímos a ganhar tendo uma horta no quintal. Veja que aqui no centro da cidade um pé de alface está entre 40 e 50 meticais", disse, acrescentando que pretende aumentar a produção na sua varanda. 




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